A resistência ao antibiótico é uma ameaça dramática para a saúde mundial

antibioticos

A resistência ao antibiótico é um desafio cada vez maior e mais presente que os profissionais de saúde têm vindo a enfrentar e que pode levar a medicina moderna a recuar até ao início do século XIX.

As infeções resistentes aos antibióticos matam 25 mil pessoas na União Europeia todos os anos e, nos Estados Unidos, a estimativa “mais conservadora” aponta para 23 mil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Chamam-se resistentes porque estas bactérias sobrevivem à ação dos antibióticos. Representam uma séria ameaça para a saúde humana e animal. Se não se travar o seu desenvolvimento, num futuro próximo, a medicina terá grande dificuldade em tratar as doenças bacterianas, por ineficácia dos medicamentos. As bactérias resistentes têm uma grande capacidade de adaptação, por isso desenvolveram mecanismos de resistência aos fármacos de uso mais comum. Assim, é preciso recorrer a tratamentos cada vez mais complexos ou desenvolver novos medicamentos.

Os fatores responsáveis pelo aparecimento e propagação destas bactérias são a toma excessiva de antibióticos pelos humanos e a utilização na veterinária, na agropecuária e na tecnologia industrial. As bactérias normalmente sofrem mutações até se tornarem imunes a antibióticos, mas o mau uso destes medicamentos – como a sua prescrição desnecessária por médicos, ou pacientes que não terminam os seus tratamentos – faz com que isso ocorra de forma mais rápida. Restringir o uso de antibióticos às situações em que são indispensáveis é um passo crucial para travar o problema. Para isso, é preciso cumprir as regras de prescrição e aplicação destes fármacos ao Homem. Nas explorações pecuárias, agrícolas e de aquicultura só devem ser utilizados para fins terapêuticos.

A descoberta de novos fármacos tem igualmente sido abordada, mas, apesar de necessária, não resolve a situação. Além de o processo de investigação ser demorado, há que contar com a grande capacidade de adaptação dos microrganismos. A solução é difícil e exige um trabalho conjunto e sincronizado das várias entidades responsáveis ao nível mundial. Por outro lado, desde 1987 que não são descobertos novos antibióticos, porque a indústria farmacêutica não tem incentivos para os produzir.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença tem vindo a ser cada vez mais ativo na criação de políticas e no reconhecimento público desta situação urgente e de calamidade pública, com programas como o Dia Europeu da Consciência do Antibiótico, durante o qual estiveram disponíveis para responder, em direto, a várias questões que foram colocadas pelos utilizadores do Twitter. E a Iniciativa Medicina Inovadora investiu num programa intitulado Combater a Resistência à Bactéria na Europa, que procura financiar a descoberta de novos antibióticos.

Fonte: Allianz Knowledge

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