Allianz comprou a maior central solar portuguesa

A Allianz Capital Partners, em nome do Grupo Allianz, adquiriu a central solar “Solara”, localizada em Vaqueiros, no concelho de Alcoutim, distrito de Faro. Trata-se de uma central que terá uma capacidade de 218,8 megawatts, suficientes para fornecer cerca de 100.000 lares durante um ano, o equivalente a garantir o fornecimento de eletricidade à cidade do Porto.

A central “Solara” será a maior do género em Portugal e não beneficia de qualquer subsídio público. Começou a ser construída no ano passado e prevê-se que entre em funcionamento no próximo verão. A totalidade do processo construtivo irá envolver cerca de 1500 trabalhadores, um dado relevante ao nível social e económico, numa área que padece de declínio populacional. O projeto beneficia ainda da assinatura de um contrato de compra de energia por 20 anos, com preços fixos e garantidos.

Este investimento surgiu depois de, no passado mês de outubro, a Allianz ter adquirido a central solar Ourika, situada em Ourique, com uma capacidade de 46 megawatts e capaz de produzir eletricidade renovável para cerca de 23 mil lares/ano. Tal como no caso da “Solara”, este projeto não beneficia de apoios públicos e dispõe de um contrato de compra de energia por 20 anos, com preços fixos e garantidos. As duas compras foram efetuadas ao consórcio sino-irlandês composto pelas empresas WELink e China Triumph International Engineering.

No contexto europeu, Portugal é um dos países líderes na produção de energia “verde”, com mais de 50% da eletricidade gerada a ter origem eólica, solar e hidráulica. No mundo inteiro, a Allianz já possui mais de 90 centrais solares e eólicas. Entre estes ativos, contam-se 9 centrais solares e 83 parques eólicos, situados na Alemanha, Áustria, EUA, Finlândia, França, Itália, Portugal e Suécia.

Ainda neste contexto, a Allianz assumiu, há dias, um compromisso ambicioso. Até 2023, as mais de 70 operações da Companhia espalhadas pelo mundo vão utilizar apenas eletricidade proveniente de fontes renováveis, como o sol, o vento ou a água. Será uma grande evolução, tendo em conta que, em 2017, apenas 40% da energia utilizada pelas operações da Allianz provinha de fontes renováveis.

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