Ciber Incidentes lideram Barómetro de Risco Allianz 2020

O que é que as empresas mais temem a nível global? O Barómetro de Risco Allianz 2020 tem a resposta: ciber ameaças. Esta é a primeira vez que os ciber incidentes lideram o Barómetro de Risco Allianz, que se encontra na sua 9.ª edição.

Estes incidentes tornaram-se mais prejudiciais e caros para as empresas e, muitas vezes, implicam ações judiciais e litígios após o evento. Não admira, portanto, a rápida subida desta preocupação no ranking da Allianz – há 7 anos encontrava-se apenas na 15.ª posição.

O Barómetro de Risco Allianz é elaborado pela Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) e registou, este ano, a participação recorde de mais de 2700 profissionais de cerca de 100 países, incluindo CEOs, gestores de risco, corretores e especialistas em seguros.

A seguir aos ciber riscos (39% das respostas), em 2.º lugar neste ranking surge o perigo de Interrupção da Atividade Económica (37% das respostas), fator que no ano passado ocupava a primeira posição. As Alterações de Legislação e Regulação (27% das respostas) fecham o pódio deste ranking.

De salientar que as Alterações de Legislação e Regulação e as Alterações Climáticas (7.º lugar, com 17% das respostas) foram os fatores que registaram maiores subidas no ranking. Uma progressão motivada pela guerra comercial entre EUA e China, o Brexit e o aquecimento global, preocupações crescentes de empresas e nações.

“O Barómetro de Risco Allianz 2020 destaca que os perigos cibernéticos e as alterações climáticas são desafios significativos que as empresas precisam de acompanhar de perto na nova década”, afirma Joachim Müller, CEO da AGCS.

Este responsável alerta ainda: “Claro que existem muitos outros danos e perturbações, mas se os conselhos de administração e os gestores de risco das empresas não acautelarem os cenários cibernéticos e riscos de alterações climáticas, isso provavelmente terá um impacto crítico nas operações das suas empresas, desempenho, resultados financeiros e reputação junto dos principais acionistas. Preparação e planeamento para riscos cibernéticos e de mudança climática é tanto uma questão de vantagem competitiva como de resiliência na era da digitalização e do aquecimento global.”

No caso concreto de Portugal, os resultados deste ranking são um pouco diferentes. Em primeiro lugar surgem as Catástrofes Naturais (com 38% das respostas), relegando os Ciber Incidentes (34%) e a Interrupção da Atividade Empresarial (28%) para, respetivamente, segundo e terceiro classificados.

BARÓMETRO DE RISCO ALLIANZ 2020

1. Ciber Incidentes (crimes cibernéticos, falha/interrupção das tecnologias de informação, violações de dados, multas e penalidades) 39%
2. Interrupção de Atividade Económica (incluindo falhas de fornecedores) 37%
3. Alterações de Legislação e Regulação (guerras comerciais e tarifas, sanções económicas, proteccionismo, Brexit, desintegração da zona Euro) 27%
4. Catástrofes Naturais (por exemplo, tempestades, cheias, tremores de terra) 21%
5. Desenvolvimentos de Mercado (volatilidade, aumento da
concorrência/novos concorrentes, fusões e aquisições, estagnação do mercado, flutuação do mercado) 21%
6. Fogo, Explosão (20%)
7. Alterações Climáticas/Aumento da Volatilidade Meteorológica (17%)
8. Perda de Reputação e Valor de Marca (15%)
9. Novas Tecnologias (impacto da inteligência artificial, veículos autónomos, impressão 3D, internet das coisas, nanotecnologia, blockchain) 13%
10. Desenvolvimentos Macroeconómicos (políticas monetárias, programas de austeridade, aumento do preço das mercadorias, deflação, inflação) 11%

BARÓMETRO DE RISCO ALLIANZ 2020 (PORTUGAL)

1. Catástrofes Naturais (por exemplo, tempestades, cheias, tremores de terra) 38%
2. Ciber Incidentes (crimes cibernéticos, falha/interrupção das tecnologias de informação, violações de dados, multas e penalidades) 34%
3. Interrupção da Atividade Económica (incluindo falhas de fornecedores) 28%
4. Desenvolvimentos Macroeconómicos (políticas monetárias, programas de austeridade, aumento do preço das mercadorias, deflação, inflação) 28%
5. Desenvolvimentos de Mercado (volatilidade, aumento da
concorrência/novos concorrentes, fusões e aquisições, estagnação do mercado, flutuação do mercado) 28%
6. Alterações Climáticas/Aumento da Volatilidade Meteorológica (25%)
7. Novas Tecnologias (impacto da inteligência artificial, veículos autónomos, impressão 3D, internet das coisas, nanotecnologia, blockchain) 25%
8. Alterações de Legislação e Regulação (guerras comerciais e tarifas, sanções económicas, proteccionismo, Brexit, desintegração da zona Euro) 19%
9. Fogo, Explosão (16%)
10. Perda de Reputação e Valor de Marca (9%)

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