Efeito Baby Boom nas cidades – Estudo Allianz coloca Portugal na liderança

baby boom

Um estudo liderado pela Allianz  International Pensions vem questionar o mito relativamente à taxa de natalidade nas cidades, concluindo, através da análise das 41 maiores cidades europeias e norte-americanas, que estas registaram um aumento de 7% superior à média nacional do respetivo país. O número de filhos por mulher tem aumentado, mesmo em cidades com maior custo de vida como Estocolmo, Londres e Nova Iorque.

 

Nos últimos anos tem existido um grande paradigma em relação à taxa de nados-vivos nas grandes áreas urbanas. Isto porque a taxa de natalidade apresentava uma curva inversa em relação ao aumento exponencial nas grandes metrópoles. De acordo com as Nações Unidas, desde 1970 houve uma descida média de filhos por mulher. A fertilidade nas regiões mais desenvolvidas baixou uma média de 2,2 filhos por mulher para 1,7, tendo nas áreas menos desenvolvidas descido de 5,4 para 2,6 filhos.

 

Neste estudo as cidades da Europa e dos Estados Unidos as taxas de natalidade foram calculadas e comparadas com as taxas de natalidade nacionais. E Lisboa lidera a lista das cidades estudadas, com uma taxa de fertilidade 50% superior à média nacional, seguida de Bratislava (+31%) Birmingham (+17%), Dallas (+17%) e Bruxelas (+16%).

 baby

Conclui-se que as condições que mais atraem as pessoas para as cidades são a facilidade de acesso à educação, a progressão de carreira e as várias opções de planeamento familiar. No entanto, os investigadores da Allianz também alertam que um baby boom traduz uma vantagem demográfica, mas não é a solução para os problemas enfrentados pelas sociedades em envelhecimento. Os países ainda terão que encontrar outras formas de sustentar as suas populações e financiar os seus serviços públicos e sistemas de pensões.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *