Há 26 municípios portugueses a adotar Estratégias de Adaptação às Alterações Climáticas

Alterações Climáticas

Com a entrada em vigor do Acordo de Paris, em Novembro de 2016, puderam-se por fim ultimar uma série de estratégias de combate e prevenção às alterações climáticas em 26 municípios portugueses.

Este acordo internacional, com obrigação de participação de todas as nações, tem como objetivo a longo prazo manter o aquecimento global abaixo dos dois graus Celsius, já que este é o ponto que os cientistas afirmam que o planeta estaria condenado a um futuro sem ponto de retoma, com efeitos devastadores como a subida do nível do mar, episódios climáticos extremos (secas, tempestades e cheias) que vão causar falta de alimentos e de água.

Portugal e a zona mediterrânica serão das zonas mais afetadas pelo aquecimento global onde, no último século, a temperatura já subiu um grau. Face a isto, em vários municípios portugueses está a ser aplicado um projeto para minimizar as consequências das alterações climáticas. O projeto ClimAdaPT.Local integra um conjunto de diferentes estratégias adaptadas a cada uma das localidades envolvidas na iniciativa, com o objetivo de ajudar nas principais vulnerabilidades do território português, onde se inclui a erosão costeira, as ondas de calor, a desertificação do território, as chuvas torrenciais súbitas, as cheias e as inundações.

Depois de dois anos de trabalho, o projeto está em vias de terminar e foi então fundada a Rede de Municípios para a Adaptação às Alterações Climatéricas. Os municípios envolvidos já finalizaram as respetivas estratégias de adaptação às alterações climáticas e o diagnóstico das vulnerabilidades face à mudança do clima.

A eficiência das infra-estruturas e o planeamento urbano serão fundamentais para a sustentabilidade das cidades, assim como as mudanças ao nível da mobilidade e da geração de energia – é necessário adaptar os municípios a um clima em mudança. Como exemplo de algumas medidas que vão ser tomadas, em Braga vão ser plantados 3200 sobreiros, como compromisso para as gerações futuras. Em Mafra vão ser reabilitadas as zonas costeiras e ribeirinhas, assim como será colocado em prática um plano municipal de gestão da água, que inclui gestão das cheias.

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