Como o mercado terá que se adaptar aos Millennials

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São considerados a maior geração de sempre. Nasceram nas décadas de 80 e 90 e são apelidados de “nativos digitais” e, mais ou menos conscientes, são parte importante da revolução digital em curso. Por onde vão passando, nada fica como estava. Imprimem a mudança e estão a forçar redefinições de estratégias. Tudo porque preferem produtos personalizados e serviços à medida.

O mercado, nas mais diversas áreas quer conquistá-los e para isso tem de se adaptar a estes consumidores mais racionais, eco responsáveis e menos fiéis às marcas. Segundo um estudo da Allianz, por preferirem experiências às posses e ao consumismo, há certo tipo de produtos e serviços que a Geração Y (como também é apelidada) simplesmente deixou de comprar. Por exemplo, por optarem pela portabilidade e por serviços à medida, a televisão passou a ser um produto cada vez menos usado e os smartphones, computadores portáteis e tablets tornaram- se imprescindíveis. Através destes produtos, os Millennials podem definir os serviços que procuram, ajustando-os aos seus gostos (YouTube e Netflix são das aplicações mais utilizadas por esta geração).

Em matéria de investimento, um quarto dos Millennials admite, segundo um estudo britânico, não realizar qualquer tipo de poupança e gastar mais do que ganha, e quando o assunto é comprar um automóvel ou bens de luxo, mostram-se bastante relutantes. Importa frisar que os baixos níveis de empregabilidade e menores rendimentos deixaram os jovens com menos dinheiro do que as gerações anteriores. Assim, em vez de comprar, esta geração escolhe aderir a uma série de novos serviços que dão acesso a produtos sem ter de os comprar — a chamada economia da partilha. A percentagem de jovens que estão a preferir alugar em vez de comprar carro subiu 8% em 8 anos. E tal como acontece com os carros, há cada vez menos Millennials que investem na compra de imóveis. Preferem arrendar em vez de comprar, já que este tipo de compra envolve um compromisso a longo prazo e implica que os jovens se fixem num só lugar. “Como consequência, a Geração Y deve gastar mais 51 mil euros que a geração dos seus pais”, estima a análise da Allianz.

Ainda sobre os bens considerados de luxo, os Millennials preferem experiências a objetos e produtos — preferem gastar dinheiro em viagens (ficando em Airbnb’s e hostels não luxuosos) do que comprar uma carteira de marca, por exemplo. No entanto, este tipo de bens continuam a ser comprados por esta geração, mas os jovens pesquisam a melhor promoção e desconto antes de fazer qualquer tipo de compra, principalmente na internet.

Reformular, controlar, proteger, optimizar e crescer: estas são as linhas mestras que as marcas têm que utilizar, para redesenhar a sua estratégia de crescimento nos próximos tempos. Pelo caminho muitos desafios se levantam e neste campo a Geração Millennials tem uma palavra a dizer e muito a transformar.

Fonte: Allianz; Jornal Económico

 

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