O que é o Burnout?

Na terça-feira assinalou-se o Dia Mundial da Saúde Mental e o burnout foi assumido como tema do momento, relacionado com a saúde mental no trabalho. O burnout é um esgotamento ligado ao exercício da profissão e, neste momento, apesar de não haver dados gerais sobre a incidência em Portugal, estudos focalizados em áreas da Saúde e Ensino dão contas de taxas de incidência que rondam os 30/40%.

Este problema está dependente das condições físicas, emocionais, cognitivas e comportamentais desgastantes e acima da capacidade da pessoa lidar com elas. O excesso de carga de trabalho, exigências contraditórias, uma má gestão de mudanças organizacionais, falta de apoio por parte das chefias e colegas, assim como assédio psicológico ou sexual são alguns dos casos que aumentam a probabilidade de um trabalhador sofrer de burnout.

Segundo a psiquiatra Maria Antónia Frasquilho, há uma característica que tem de existir para ser considerado burnout: uma dedicação exagerada à profissão, algo que surge a partir do encantamento, estado de paixão pela profissão e constante desejo de ser o melhor e mostrar alto desempenho. Depois é “só” juntar elevada exaustão, elevado cinismo e baixa realização.

Os sinais de alerta vão desde fadiga, dores de cabeça, tensão arterial alta, problemas metabólicos, problemas de tiróide, alterações no padrão do sono e no padrão alimentar, irritabilidade, humor depressivo, isolamento, tristeza e ansiedade. O burnout não é fácil de identificar e é muitas vezes confundido com uma depressão – muitas vezes as depressões têm origem num caso de esgotamento.

A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho divulgou, em 2013, que Portugal era o terceiro país europeu com maior percentagem de trabalhadores a referir que o stress relacionado com a atividade profissional é muito comum.

Recorrer a especialistas pode ser uma solução para evitar chegar ao estado de burnout, mas arranjar estratégias como técnicas de gestão do tempo, treinos de gestão de stress e traçar objetivos mais realistas, podem ajudar na satisfação pessoal e profissional.

O mais importante é mesmo haver um equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal.

Fonte: Observador

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