Transporte o seu animal de estimação em segurança

Transporte o seu animal de estimação em segurança
Transporte o seu animal de estimação em segurança

Os animais de estimação são uma componente importante da nossa vida. Por isso queremos levá-los connosco em segurança, quando viajamos, vamos de férias, saímos no fim-de-semana, ou se eles precisam de ir ao veterinário ou ao treinador de cães.

Cães e gatos são os passageiros mais habituais e o mais simples é transportá-los de carro (se forem num motociclo, a lei indica que têm de ir num atrelado). Dentro do automóvel eles não podem andar à solta no habitáculo. Se isso acontecer, estão previstas multas de 60 a 600 euros.

Apesar de a lei portuguesa reconhecer os animais como seres vivos dotados de sensibilidade, desde março de 2017, dentro de um automóvel eles são considerados como carga e, portanto, tem de estar imobilizados. De outra forma, um cão ou um gato podem interferir com a condução, afetando a sua segurança e a de terceiros. Em caso de embate, um cão de porte médio à solta dentro de um carro transforma-se num projétil, colocando em risco a vida de todos os que se encontram a bordo da viatura. Para ser ter uma ideia mais concreta, numa colisão a 50 km/h, um cão com 20 kg voa com uma força superior a meia tonelada.

Uma das soluções mais seguras é levar o seu animal de estimação numa daquelas caixas de plástico próprias para o efeito e com aberturas para eles respirarem. Pode, por exemplo, encaixá-la no piso do carro, atrás dos bancos dianteiros. Além dos cães, são especialmente adequadas para gatos, animais pequenos e pássaros.

Outra solução, nomeadamente para os canídeos, é o cinto de segurança específico que permite levá-los no banco traseiro. Por último, pode colocar uma grelha a separar o habitáculo da bagageira, colocando o seu animal de estimação neste último compartimento. Mas não se esqueça de verificar a resistência do elemento separador tendo em conta o porte e peso do seu animal.

Se optar pela caixa, teste a reacção do seu animal de estimação antes de iniciar viagem. Nalguns casos de inadaptação poderá mesmo ter de pedir um calmante ao veterinário. Se não fizer o teste antes e ele entrar em pânico ao ver a caixa, então já tem uma arrelia a atrasar-lhe o início da viagem. Uma boa estratégia poderá ser colocar um objeto da predileção do animal dentro da caixa ou forrá-la com a manta na qual ele habitualmente dorme.

Não se esqueça da água e da comida e, em trajetos mais longos, faça paragens, a cada hora ou hora e meia, para ele se mexer um pouco, comer e beber. Até pode dar uma guloseima se o seu companheiro de quatro patas estiver a portar-se bem. Opte por uma condução suave, sem acelerações nem travagens bruscas. E, nunca se esqueça, não deixe ficar o seu animal de estimação na viatura em dias de sol, mesmo com vidros um pouco abertos. Deixá-lo no carro nessas condições poderá traduzir-se numa fatalidade em poucos minutos.

Se for para o estrangeiro, não se esqueça de verificar as exigências do país em causa, nomeadamente ao nível da vacinação. Para quem viajar de avião, pode encontrar informação específica no site de cada companhia de aviação. No caso dos comboios, a CP também indica as condições de transporte de animais de companhia no respetivo site. Os transportes públicos aceitam animais, desde que os mesmos não perturbem os passageiros e estejam nas devidas condições higiénico-sanitárias. Em última instância, caberá ao condutor do autocarro ou do táxi decidir sobre a admissão do animal na viatura.

Ao fim e ao cabo, avalie se vale mesmo a pena levar o seu animal de estimação ou deixá-lo com alguém que, sabe de antemão, o vai tratar com zelo. Alguns destes companheiros adoram viajar, mas outros nem por isso.

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